Lola Asand

LOLA ANTUNES ASAND was born in 1986 in Nantes (France). As a versatile artist, her works range between installations, sculpture, performance and stage design, seeking temporary places of creation and dissemination. At the age of 16, she sneaked out of school to meet an artist who taught in the neighbouring school. He took her under his wing and motivated her to create her first works. Her works reveal a special interest in depicting animals. During this time, she began to get involved in organisations dealing with ecological and related social problems. She studied at the Bourges School of Art, where she took courses in gender studies with Nathalie Magnan and researched the influence of the internet on society. There she met people who had a strong influence on her work: Paul Preciado, the duo Art Orienté Objet, Nadège Piton, Erik Noulette and the whole team of the artist space Friche l’Antre Peaux in Bourges, the associations Emmetrop and Bandit Mages.

Since then, she has participated in various collaborative projects, such as “Les caves de Bourges”, which works with sound art forms, and the collective Points de Suspension, which questions how creative spaces can be inhabited.

In parallel, she pursues her personal research, which started from a work that questions the conditions of life, “human and no human”. She lives and works between Bourges, Paris and Brussels.

Fafi Prado

Sou Fafi Prado e nasci na cidade de Lorena (SP) em 1970. Atuo como artista e arte educadora na cidade de São Paulo desde 1992. Sou graduada em Dança pela Escola Klauss Vianna; Comunicação Social pela Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo e pós-graduada em Linguagens da Arte pelo Centro de Estudos Universitários Maria Antonia da Universidade de São Paulo.

Ao longo dos anos, integrei diversos grupos de Teatro e Dança antes de iniciar na Performance Art e migrar para o rua em 2005, quando dei início ao projeto Matilha dedicado a ações relacionais em espaços compartilhados. Desde então venho investigando as in(ter)venções do corpo- espaço na rua e seus desdobramentos poéticos. As ações consistem em propor situações que disparem relações potenciais tendo a diversidade como cerne da vivência. O público é convidado a participar somando depoimentos pessoais e estados afetivos às propostas. Dentre as questões por mim investigadas estão o acontecimento e a efemeridade no gesto artístico. O encontro entre os participantes no fluxo cotidiano gera um processo dinâmico e aberto, que preza pela incorporação de novos sentidos na medida em que diversas poéticas são disparadas pela situação. As ações buscam também suscitar distintas percepções, intervindo em espacialidades e temporalidades do cotidiano e potencializando o contexto urbano como território de trocas artísticas e culturais. Os procedimentos se ancoram na troca de saberes entre distintos atores sociais. O gesto artístico que se avizinha às práticas cotidianas e a abordagem direta aos passantes apontam para uma certa desconstrução de normas das linguagens artísticas e tecem modos de operar que se reinventam nas singularidades e no processo dialógico.Partindo do pressuposto da intersecção arte/ vida, acredito em práticas ligadas à ideia de que todo e qualquer indivíduo possa transformar o meio em que vive, pelo exercício criativo e pelo diálogo com a experiência estética.

Como artista/educadora sigo fazendo provocações aos repertórios em Arte/educação e aos contextos onde os mesmos possam ser expandidos e debatidos. Durante cinco anos atuei no Programa de Iniciação Artística (PIÁ), da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, como coordenadora de equipe, formação e pesquisa. Tanto na Arte quanto na Educação (e de modo indissociável) prefiro assumir o papel de propositora ou o de agente de trocas, sempre questionando o lugar do artista na sociedade – sua função, atualidade e urgência.